Estava com saudades. De férias do blog num período onde cuidei da saúde, do maridinho (que tirou férias) e claro, do Boris.Idéias não faltaram, mas daí a sentar e escrever são outros quinhentos. Mas enfim, estou de volta.
E por falar em festa, estamos em contagem regressiva para o maior espetáculo da terra: o carnaval. Eu tenho a honra de morar onde acontece o maior carnaval de rua do planeta. Aqui em Salvador já é Carnaval há algum tempo, e embora eu goste muito da festa, acredito que vale sempre lembrar que as terras soteropolitanas não vivem apenas dele.

Debruçado sobre o mar, o lugar por si só já é lindo.
O espetáculo fica por conta do pôr-do-sol, que se derrete no mar hipnotizando até os olhares mais exigentes. Sobre um páteo em cima do mar, amantes de boa música, culturetes de estilo despretensioso e descolados se espalham pelas cadeiras, beirais, em rodas de amigos, num clima de festa que esbanja charme. Para aplacar a fome e refrescar a sede nada de luxo, mas tudo muito correto. Cerveja (inclusive sem álcool), refrigerantes sempre impecavelmente gelados. Roscas de frutas da época preparadas na hora. Crepes doces e salgados, queijo coalho na brasa e como não poderia faltar, acarajés e abarás fumegantes e perfumados preparados por autênticas baianas.
O clima é poético e inspirador. Dá vontade de fotografar tudo. Foi o que fiz... estilo tiete.
Uma festa que não se resume a fevereiro, numa Salvador que mostra que nem só de axé é feito o soteropolitano.






