quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um casamento perfeito


No último fim-de-semana aconteceu uma coisa interessante. Emir e eu acordamos ainda com aquela preguiça e sem uma programação definida para o almoço. Sair ou fazer? E em ambos os casos, o que?
Eu poderia comer algo do mar, um caranguejo, por exemplo. Emir votou por macarrão. Uma rápida checagem no freezer e na dispensa e a questão estava resolvida. Vou para o fogão fazer uma nova experiência: Penne ao caranguejo.
Dourei cebolas e alhos bem picadinhos enquanto fazia uma inspeção minuciosa na carne para tirar possíveis cascas e outras partes duras. Refoguei tomates pelados, despretensiosamente picados até formar um caldo suculento. Mergulhei a carne adocicada neste molho, dosando um pouco de sal e pimenta. Cinco gotas de Tabasco para dar um toque picante.
Enquanto o penne rigatte (de grano duro) borbulhava na panela ao lado, finalizei minha obra com um fio de azeite de dendê e algumas pinceladas de leite de coco. Bem discreto, apenas para dar um pouco de personalidade, mas sem virar uma moqueca.
Servi na própria caçarola onde fiz o molho, salpicando salsa (porque estava sem coentro) para decorar. Ficou lindo e delicioso. Ambos ficamos muito satisfeitos.
Mais tarde me dei conta de que esta receita é muito parecida com a receita de um bom casamento. Umas vezes você recebe, em outras cede, mas é incrível como com um pouco de criatividade dá para agradar os dois e criar uma terceira opção. Mais uma prova de que cozinha e amor estão intimamente ligados!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Simplesmente Elisa


Estive ausente por uns dias por um motivo mais do que justo.
Na última semana perdi minha avó querida. Uma referência. Ou melhor,” A referência “de toda a família. Foi a vovó Elisa quem me ensinou o prazer de viver em família, sempre em grupo e a volta da mesa. Mesmo aos 92 anos ela continuava cozinhando para uma trupe que se deliciava com seus quitutes simples, mas inesquecíveis.
Minha avozinha sempre marcou nossas vidas com sua dignidade, sua honestidade, sua espiritualidade e claro, seus pratos maravilhosos.
Arroz com feijão melhor nem falar, pois o de uma avó é sempre maravilhoso. Mas para iniciar me recordo do seu “Macarrão Domingueiro”, que era preparado com presunto e queijo no forno, e lembra minha primeira infância, na década de 70.
Arroz de Braga, com lingüiças, frango, folhas rasgadas de repolho e um tempero inesquecível da vovó me deixa com água na boca e uma saudade imensa. Sua costelinha, já citada neste blog é incomparável.
Houve uma época em que eu trabalhava muito próximo a sua casa, e que almoçava e lanchava constantemente com ela. Bons tempos! Nesta época conheci a sopa de ovo, que era com um ovo “mexido”, pão e água. Um exemplo incomparável de Comfort Food.
O “Creme”, espécie de pudim, com uma mistura de pudim e pudim de pão, medidos em suas latas e garrafas que está eternizado em nossas memórias, e espero que esteja salvo com alguma de minhas tias. Soberbo!
Sua receita mais recente e emblemática era a “Galinha Metida a Besta”, que misturava peito de frango com milho, palmito e outros ingredientes. Meu irmão Alexandre me prometeu fornecer a receita para eu postar neste blog com “Frango à Elisa”! E será!
Depois de sua morte, que sinto com muita dor até hoje, nos reunimos para cuidar dos seus pertences e legados. Consegui guardar todos os seus livros de receitas da “União”. Me lembro que ela sempre guardava as embalagens para trocar por livros, e que a cada promoção ela conseguia dar livros a todas as filhas. Como eu era neta nunca recebi estes exemplares. Hoje guardo com carinho todos os que ela reservou para ela mesma.
Herdei ainda um socador, um avental e uma forma de bolo. Boa mensagem para seguir cozinhando para meus amados. Guardei também uma Oração de São Francisco, que era a cara dela e que me inspira a viver de maneira a servir aos outros.
Vovó Elisa Gobetti Toledo é e será sempre uma referência e um exemplo em nossa família. Neste blog, pretendo trazer algumas histórias, muitas receitas, e um pouco da sabedoria que esta linda mulher me proporcionou.
Descanse em paz meu amor!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Casar é uma fantasia


Nunca pensei que fosse me casar nos moldes tradicionais do véu e grinalda. Mas ao encontrar o príncipe e decidir casar, me entreguei ao delírio de Cinderela e me permiti o pacote completo.
Achava que meu vestido seria com uma saia “retona” e bem “basicão”. Meio traje dos anos 50/60. Experimentei vários e percorri diversos ateliers até encontrar Alba Martins.
Alba já é encantadora no primeiro contato. Fina (e ponto!). Me recebeu em sua casa num domingo com direito a mãe, tia, prima (irmã), padastro .... a trupe toda! Nos brindou com seu sorriso doce e serviu café e suco de maracujá natural. Tudo impecável.
Quando adentrei a saleta onde estavam os modelos disponíveis olhei para os três selecionados para a prova, e tive certeza que já tinha encontrado o meu eleito.
Muito longe da saia reta, ele fazia ondas desestruturadas que completavam um corpete todo rendado. É este! Eu pensei. Não hesitei em provar todos os véus e grinaldas, e Alba me incentivou a escolher o mais vistoso, me lembrando que eu iria me casar somente uma vez! E já que ele era “a minha cara”!!!!
Entendi o que tantas noivas sentem. O mais importante para mim sempre foi ter encontrado a pessoa certa. O restante, eram acessórios que iriam completar uma história de amor.
Fui premiada com este encanto de pessoa que me fez uma noiva linda e realizada. Ganhei não apenas um traje maravilhoso, mas uma amiga por quem guardo um carinho eterno.
Conheçam um pouco de Alba Martins acessando seu site e blog! Se for casar, não deixe de conhecê-la!

http://blogdanoiva.zip.net/
http://www.albamartins.com.br/noivas.htm